Sentou na pedra e ficou ali. Parada. Sem falar uma palavra. Olhares.
Cansou e deitou.
Começou a chover, aí resolveu entrar na água para lavar, LAVAR toda a tristeza.
O lavar não é permanente serve apenas por momentos. Naquele momento estava bom. Após isso, contentou-se em ser em si aquela moça cansada de tantos desencontros.
Os peixinhos faziam-lhe companhia. Gostou de estar ali na água gelada tentando esquecer (mas lembrava com mais intensidade) de tudo o que a deixa e deixou triste.
Saiu da água e foi embora. No meio do caminho passa por ela o moço ciumento que a devora com o olhar. Conversou um pouco e depois ela arrumou carona.
O dia foi bom. Esteve na cachoeira pensando no manacá.

